7/25/2008

Brasil é o 3º país mais religioso entre os jovens, diz pesquisa

Empatado com a Indonésia e o Marrocos --países de maioria muçulmana--, o Brasil fica atrás apenas da Nigéria e da Guatemala, primeiro e segundo lugar, respectivamente. Um total de 21 mil jovens entre 18 a 29 anos participaram da pesquisa alemã.

Em âmbito global, mais de quatro entre cada cinco jovens (85%) são religiosos, e quase metade (44%) são profundamente religiosos.

Apenas 13% não acreditam em deus ou não têm religião, de acordo com a sondagem.

No Brasil, 65% dos jovens se declaram profundamente religiosos, 30% se dizem religiosos e 4% afirmam não ter religião. Apesar de 74% dos brasileiros declararem que rezam diariamente, somente 35% disseram viver de acordo com os preceitos religiosos.

Veja gráfico sobre hábito de rezar entre jovens e gráfico sobre conduta religiosa.

Plano intelectual

"A pesquisa mostra que só um terço dos jovens (brasileiros) se dizem convencidos de que devem seguir os mandamentos de sua religião, ou que estão dispostos a obedecer os mandamentos religiosos", afirmou o sociólogo Flávio Pierucci à Folha Online.

"Primeiramente, é um traço muito moderno da juventude brasileira, que mostra ser mais moderna do que parece", disse ele, professor titular de sociologia da FFLCH (Ciências Sociais) da USP.

"A tendência é reduzir a religião a uma coleção de crenças", afirma Pierucci. Para o professor, quando se reduz a religião "a uma simples adesão intelectual, começa-se a fazer misturas (de religiões)".

"Não significa, necessariamente, que se está sendo orientado por aquelas idéias religiosas", explica Pierucci. "A vida pode ser orientada por outras coisas, por uma relação mais pragmática com a realidade --mesmo na vida em família, há muito mais um processo de negociação do que se deve fazer do que uma postura de abaixar a cabeça e dizer, 'deus mandou eu fazer assim, vou fazer assim'."

Sobre o número de não-religiosos, o sociólogo afirma que o grupo é uma parcela crescente da população. "O censo de 2000 apontava que 7,3% da população brasileira se declaravam sem religião, o que já representou um crescimento bastante grande em relação ao censo de 1991, que apontava pouco mais de 2%."

"Mercado religioso"

No entanto, ele afirma que se declarar sem religião não significa necessariamente que a pessoa não tem fé. "Pode ser que, em outro momento do questionário, ao ser questionada se acredita em Deus, ela irá dizer que acredita", explica ele. "A tendência é as pessoas não terem mais problema em dizer que não têm religião, embora acreditem em Deus e cheguem a rezar nos momentos de fraqueza, perigo ou desamparo."

Mais de 90% dos brasileiros dizem acreditar em Deus e em vida após a morte, de acordo com o estudo alemão.

Quanto ao esforço da Igreja Católica para arregimentar novos seminaristas, apesar da alta religiosidade no mundo, Pierucci afirma que o fato se deve à "diversidade religiosa atual". Segundo o sociólogo, com a liberdade religiosa, incrementa-se o que a sociologia chama de "mercado concorrencial religioso".

"Cada vez aparecem novas religiões ou modificações das já existentes, que vão proliferando. Cria-se, então, um ambiente muito cheio de oferta religiosa", diz ele. "Um jovem acha na internet qualquer coisa --ele pode entrar em um site islâmico, pode ter curiosidade sobre a cientologia, a religião do ator Tom Cruise, ele pode se informar sobre uma seita como o Santo Daime. A religião fica mais viva", afirma. "Em vez de a crença morrer, ela se multiplica de diferentes formas. As maiorias religiosas vão sendo predadas", analisa.

Contradições

Para Pierucci, a religião representa, nas vidas das pessoas, uma "pequena oração diária, no máximo, um ou dois minutos".

"Então você tem uma situação aparentemente contraditória --uma população muito religiosa, como a brasileira, que gosta de religião e a respeita, a pesquisa mostra bem isso", afirma o sociólogo. "A sociedade brasileira valoriza a religião, mas não segue nenhuma, porque elas costumam ser muito exigentes. Há apenas uma minoria que segue, o resto não tem nem tempo para isso."

No ranking criado pelo instituto alemão, a Rússia aparece como o país onde os jovens são os menos religiosos. Segundo o levantamento, apenas em Israel a juventude é mais religiosa que a população adulta.

De acordo com Matthias Jäger, responsável pelo projeto "O Papel da Religião na Sociedade Moderna", do instituto alemão, a pesquisa "desfaz a noção de que decrescentes níveis de religiosidade são inversamente proporcionais ao progresso econômico, social e cultural".

Para o pesquisador, a principal conclusão da pesquisa é a de que "a religião desempenha um papel muito mais importante internacionalmente do que geralmente se assume de uma perspectiva ocidental e européia".

"A Europa é a exceção à regra", afirmou o pesquisador.

Fonte: Gospel +


OrkutGod, a versão do Orkut direcionada para o público cristão

O site de relacionamentos Orkut ganhou recentemente uma versão direcionada especialmente para o público cristão. Denominado Orkut God, o endereço eletrônico criado pelo grupo mantenedor do Portal Deus Eterno é o responsável pela novidade, que somente na primeira semana no ar contou com cerca de 500 pessoas cadastradas.

De acordo com os responsáveis pelo desenvolvimento do site, o Orkut God é o resultado de uma fusão com o Rede Brothers, endereço eletrônico criado por membros da Assembléia de Deus que já existia há algum tempo, com a proposta de englobar membros de todas as religiões cristãs, assim como acontece com o Portal Deus Eterno.

O Orkut God se torna, assim, um braço do portal, que já conta com uma diversidade de recursos que vão desde sala de bate-papo, rádio on line até galerias de fotos e notícias. O novo site de relacionamento tem algumas diferenças em relação ao Orkut tradicional, sendo a principal delas o controle do conteúdo.

Colaboradores contam que todas as informações que circulam no Orkut God constam em um banco de dados fiscalizado pelos mantenedores do site. Imagens pornográficas e mensagens com palavrões, por exemplo, são eliminadas e os usuários que desobedecerem as regras são automaticamente excluídos.

Não é preciso ser convidado para criar um perfil no Orkut God, basta acessar o site http://www.redebrothers.com/newuser.php
e se cadastrar. Além dos recursos do Orkut tradicional, como lista de amigos, galeria de fotos, mural de recados e comunidades, há ainda espaço para testemunhos e links diretos para ferramentas do Portal Deus Eterno, tais como a rádio on line.

O Orkut foi iniciado como um projeto pessoal de Orkut Büyükkökten, desenvolvedor natural da Turquia trabalhando para o Google. À época, o conceito de redes sociais estava apenas engatinhando e não existiam servicos robustos disponíveis para atender uma eventual demanda.

A idéia deu certo e outros sites ou seguiram os caminhos do Orkut ou estavam sendo desenvolvidos em paralelo com os mesmos conceitos. Hoje o mercado já está praticamente saturado de sites para redes sociais e existe até uma busca de novas alternativas (leia-se “oportunidades para ganhar dinheiro”). Mesmo assim o Orkut é, de longe, o mais popular no Brasil.

Por que o Orkut deu tão certo no Brasil? Por que ele praticamente afundou em todos os outros países do mundo mas sobreviveu e continua crescendo no Brasil?

A resposta pode estar na combinacão de aspectos culturais brasileiros com os recursos específicos que o Orkut possui. Duas funcionalidades bem distintas do Orkut em relacão aos demais sites assemelhados são o Scrapbook e o medidor de confianca/legal/sexy. Por outro lado, muito critica-se o Orkut por não oferecer um servico de blog para os seus usuaríos assim como a grande maioria dos outros sites o fazem.

Embora essas sejam caracterísiticas técnicas bem precisas, é interessante perceber como elas se encaixam nas nossas características culturais brasileiras.

Através do Scrapbook, por exemplo, é possível deixar e receber mensagens para e dos seus amigos e elas ficam totalmente públicas para que qualquer pessoa possa ler. Este conceito nunca seria atrativo numa cultura reservada e privada. Na nossa cultura entretanto, é totalmente normal que todos falem alto, para todo mundo ouvir e que bisbilhotem a vida um dos outros para fins, no mínimo, “esportivos”. Fato é que os scraps públicos acabam se encaixando perfeitamente nos desejos e anseios do brasileiro: bisbilhotar e ser bisbilhotado. Afinal, adoramos uma fofoquinha sempre atualizada.

Os medidores de confianca e sexy-appeal dos usuários é, juntamente com o contador de quantidade de amigos e com o número de fãs, uma marca de popularidade. Ser popular na nossa cultura é muito importante. Ter pessoas que te admirem e que achem você um galã de cinema altamente confiável também é fundamental. E mais: quanto mais gatinha e mais amigos/fãs você tiver, melhor. É um prazer para muitos usuários erguer perfis lotados para que todos vejam. Algo como um troféu da popularidade absoluta: “eu alcancei 1000 amigos e LOTEI meu Orkut”. Afinal, adoramos chamar de amigo qualquer pessoa que conhecemos casualmente.

Outros fenômenos também são muito interessantes. Não ser fã de alguém que te considera como ídolo é um absurdo crime social. É praticamente inaceitável na nossa cultura não ser retribuído em algo tão importante como “ser fã” de alguém. Muito menos ouse visitar a página de alguém deixando o monitoramento de acessos liberado (para que a pessoa saiba que você a visitou) sem deixar um scrap sequer. Para muitos na nossa cultura, isso é um crime punível com a perda da amizade (entenda-se eliminacão do Orkut). Afinal, temos a cultura do “se eu te ajudo, você me ajuda”.

O recurso do álbum de fotos é também de assustar. Pela limitacão do Orkut é preciso, em apenas 12 poses, representar quem você é graficamente. Minha vó que ficava mostrando slides e mais slides de algum passado remoto para os netos discordaria enormemente: é um trabalho impossível para pessoas normais. Mas os orkuteiros brasileiros conseguem. Com maestria diga-se de passagem. Acabam tendo pouco que mostrar também. Poses sensuais são as preferidas, seguidas por fotos de baladas ou da última viagem para algum lugar bonito. Na nossa cultura somos superficiais - gostamos mais da casca do que da gema. Beleza e festas impessoais são fundamentais: sinais de uma supercialidade promissora. Afinal, adoramos assistir novela porque elas são bem simplezinhas - ou superficiais.

Já a ausência de um sistema de blog no Orkut também é curiosa. Nós brasileiros escrevemos e lemos pouco. Quando o fazemos ou entendemos pouco do que lemos ou simplesmente escrevemos mal e errado. Um sistema de blog requer que pessoas escrevam, leiam e se entendam. Diferente do scrap (onde a entrada vem até você) no blog é preciso correr atrás da entrada (você, como proprietário do blog, precisa realizar qualquer entrada de informacões). Afinal, não gostamos de aprender muito - cansa.

Ajuntando essas cinco características culturais brasileiras fazemos do Orkut o sucesso local que ele é. Temos um espaco para fofocarmos, classificarmos todos de amigos, estimularmos favores vazios, sermos superciais e mantermos nosso status quo. Ferramenta cultural fantástica - nem o Sr. Büyükkökten sonhava em alcancar isso!

acesse agora mesmo e faça parte www.redebrothers.com


Fonte: Diário Gospel

Bíblia mais antiga diponível na web

Especialistas acreditam que manuscritos sejam do ano 350

De acordo com a Universidade de Leipzig, na Alemanha, a partir de quinta-feira, 24/07, cópias mais antigas da Bíblia, escrita em grego há mais de 1.600 anos, vão estar acessíveis. Tudo porque nesta semana, partes da Codex Sinaiticus, que contém o Novo Testamento mais velho e completo, estarão disponíveis na web.

Imagens em alta resolução do Evangelho de Marcos, diversos livros do Velho Testamento e observações dos trabalhos feitos ao longo de séculos estarão no site www.codex-sinaiticus.net.

A publicação online do Codex permitirá que qualquer um estude uma peça "fundamental" para os cristãos. Alguns textos estarão disponíveis com traduções em inglês e alemão', afirmou Ulrich Johannes Schneider, diretor da Biblioteca da Universidade de Leipzig.

Especialistas acreditam que o documento, aproximadamente do ano 350, possa ser a cópia mais antiga da Bíblia, junto com o Codex Vaticanus outra versão antiga do livro. "Acho que é fantástico que graças à tecnologia agora podemos tornar acessíveis os artefatos culturais mais antigos - aqueles que de tão preciosos não poderiam ser vistos por ninguém - numa qualidade realmente alta", explicou Schneider.

Fonte: Portal Elnet